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SÉRIE "OS GRANDES VULTOS" - (LXVI) - MIGUELZINHO


Era até o mês de setembro do ano passado, com certeza, o comerciante em atividade mais antigo de Jacarezinho e região.
Faleceu aos 94 anos no dia 21, época das flores e perfumes, a sua beleza como primor em pessoa, coincidiu com o seu passamento na estação da primavera.
Foi, pois, uma homenagem aos mais de 68 anos ininterruptos de trabalho digno, honesto e competente, atrás do balcão comercial de seu estabelecimento e mais 13 anos como empregado balconista, onde começou aos 14 anos de idade no armazém de secos e molhados na Vila Setti.
A sua loja sempre foi uma referência quando se tratava de material para confeccionar uma boa costura. O endereço do estabelecimento Casa Miguelzinho (nome de fantasia) é desde 1951 na esquina da rua Paraná de n° 733 com a Coronel Alcântara, um sobrado com comércio e residência no pavimento superior. Oito anos antes de se estabelecer nesse ponto, pagava aluguel no quarteirão de cima da mesma rua.
Sempre cortês, de fala mansa e dócil, uma polidez sem igual. Cativava a todos, não havia distinção entre as pessoas simples ou abastadas, o tratamento era padrão.
Feres João (Miguelzinho) adotou a cidade como se sua fosse, acreditou nela e acompanhou seu desenvolvimento por várias décadas, seu progresso e também as suas mudanças. Aqui estudou e terminou a Escola de Comércio e fez o TG na 1ª turma. Natural de Ribeirão Claro, nasceu em 29 de fevereiro de 1916, viúvo de Nazira Hamad Feres, com quem teve dois filhos: José Miguel (formado na 1ª turma de administração de empresas em Ourinhos) e Maria Martina Feres, médica, já falecida.
Foi bom pai, esposo exemplar e um comerciante nato. Lia diariamente o jornal Estadão para se inteirar dos acontecimentos do país e do mundo. Apesar de tantos predicados, ele não foi homenageado em vida, pois nunca aceitou nenhum convite para se promover ou mesmo por vaidade pois isso não o contaminava. A sua simplicidade era uma marca registrada.
No dia de seu falecimento prestei-lhe uma homenagem através do artigo "Jacarezinho está de luto" publicado na imprensa local e no final assim encerrei: “Quando morremos, deixamos atrás de nós tudo o que possuímos e levamos tudo o que somos”. (Autor Desconhecido).
Acervo fotográfico e texto de: Vicente Estanislau Ribeiro (Vicentinho).

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22/01/2011 Publicada por Celso Antônio Rossi


Prezado Celso: Justa, merecida e bem lembrada a sua homenagem ao Miguelzinho. Não tenho certeza, mas penso que o homenageado era irmão do Sr. Mussa, um jacarezinhense também muito querido e que foi técnico em refrigeração e que fabricava gelo e sorvetes em nossa cidade. Abraços.

23/01/2011 12:26 Arão Moreira Santos araoms@sercomtel.com.br
Resposta:
Você tem razão, Arão: o Miguelzinho e o Mussa eram irmãos e ambos muito estimados em Jacarezinho.

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