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O "footing" da rua Paraná
Faz parte da história de Jacarezinho um costume que os moradores daqui tinham e que durou desde a década de 20 até meados dos anos sessenta, que se denominava "footing" e que consistia num passeio pelas duas primeiras quadras da rua Paraná, antes da praça Rui Barbosa. A rua naquele trecho era interrompida para impedir a passagem de veículos e o "footing" tinha início a partir da noite aos sábados e da tarde, aos domingos. Consistia ele num passeio interminável dos jovens de então, que caminhavam de uma esquina para a outra, indo e vindo sem parar, trocando olhares, os moços com as jovens que recatadamente aguardavam a iniciativa deles. Pelo caminho os moços muitas vezes entravam nos bares (Tripotti, Lero Lero, Vallin e Líder Bar) enquanto que elas permaneciam naquele vai-e-vem. O normal era elas caminharem e eles ficarem parados, olhando... olhando... até que...
Esta foto é de março de 1950 (está anotada a data em seu verso) e é rara, parecendo ser de um domingo, pois ainda é dia.
Além desse registro curioso é interessante notar a rua Paraná com os prédios à direita: na esquina o antigo e imponente edifício do Banestado, que fora inaugurado em 1947 e depois demolido para construir um novo prédio, "modernoso" (moderno mas horroroso). Antes dele, a antiga Drogaria Minerva, onde hoje fica a Farmácia Santa Terezinha. E a partir do lado esquerdo da foto o prédio onde hoje se encontra o Cine Iguaçu: ali ficava a Casa Moderna, de Jacob Bick, depois o Café do Norte, de Antônio Fernandes de Campos e seguindo um Salão de barbeiro e o Foto Eurico, de Eurico Kroiss.
17/10/2007 Publicada por Celso Antônio Rossi
Faz parte da história de Jacarezinho um costume que os moradores daqui tinham e que durou desde a década de 20 até meados dos anos sessenta, que se denominava "footing" e que consistia num passeio pelas duas primeiras quadras da rua Paraná, antes da praça Rui Barbosa. A rua naquele trecho era interrompida para impedir a passagem de veículos e o "footing" tinha início a partir da noite aos sábados e da tarde, aos domingos. Consistia ele num passeio interminável dos jovens de então, que caminhavam de uma esquina para a outra, indo e vindo sem parar, trocando olhares, os moços com as jovens que recatadamente aguardavam a iniciativa deles. Pelo caminho os moços muitas vezes entravam nos bares (Tripotti, Lero Lero, Vallin e Líder Bar) enquanto que elas permaneciam naquele vai-e-vem. O normal era elas caminharem e eles ficarem parados, olhando... olhando... até que...
Esta foto é de março de 1950 (está anotada a data em seu verso) e é rara, parecendo ser de um domingo, pois ainda é dia.
Além desse registro curioso é interessante notar a rua Paraná com os prédios à direita: na esquina o antigo e imponente edifício do Banestado, que fora inaugurado em 1947 e depois demolido para construir um novo prédio, "modernoso" (moderno mas horroroso). Antes dele, a antiga Drogaria Minerva, onde hoje fica a Farmácia Santa Terezinha. E a partir do lado esquerdo da foto o prédio onde hoje se encontra o Cine Iguaçu: ali ficava a Casa Moderna, de Jacob Bick, depois o Café do Norte, de Antônio Fernandes de Campos e seguindo um Salão de barbeiro e o Foto Eurico, de Eurico Kroiss.
17/10/2007 Publicada por Celso Antônio Rossi
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Celso, peguei também um pouco desta prática, era muito bom. Éramos felizes e não sabíamos.
21/10/2007 18:59
MARLENE CAVAZZANI
marlenecavazzani@bol.com.br
Celso, na decada de 50, eu tive a oportunidade de presenciar esta prática, principalmente na Praça Rui Barbosa, as moças praticavam o footing e os rapazes ficavam parados flertando com elas. Muitos casamentos tiveram origem desta prática.
20/10/2007 08:22
Marco Antonio Da Rocha
marco@uel.br
Prezado Celso: Esta foto tem um significado muito importante não só para a história de Jacarezinho como à do próprio país. O “footing”, praticado principalmente nas cidades do interior, deixou de ser realizado após o advento da televisão, em especial a partir das telenovelas que se estendem, diariamente, desde às 18:00 até as 22:00 horas. Com a televisão, não só o “footing” deixou de ser realizado aos finais de semana. Lembro-me de que todas as noites, em frente ao Cafezinho do Assis ou em frente ao Bar “Gruta Azul”, de propriedade do Senhor Dalvino Nunes, reuniam-se as mais importantes pessoas da cidade para discutirem os mais variados assuntos. Esta mudança de comportamento contribuiu, sobremaneira, para o rebaixamento do sentimento de coletividade e civismo que até então reinavam com mais vigor entre nós.
19/10/2007 11:16
Arão Moreira Santos Neto
araoms@servomtel.com.br
Dr.Celso, muito linda essa fotografia. E a descrição que o senhor faz dos flertes é perfeita. Não faz 25 anos tive a oportunidade de presenciar alguns numa cidade do interior. E me causou espanto, acostumada que estava já com as modernidades da cidade grande.
19/10/2007 09:10
Eli
elidemoraes@uol.com.br
http://saudadesampa.nafoto.net
Aos domingos notempo livre íamos passear na Rua Paraná para ver as meninas. Bons temos que não voltam mais. Obrigado por ests momentos de emoção causado pelo seu trabalho, magnífico. Eduardo Digiovanni
19/10/2007 07:02
Eduardo Digiovanni
digiovanni@himetra.com.br
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